lunedì, luglio 24, 2006

bonzo... interventores

E volta via-me a sentar sozinho ao frontispício da estação, quando não mais podia, entre ditos e outros sem resposta, errar por entre candidatos à passagem quotidiana. Notavam-se claras fisionomias repetidas em desrazão que, de corpos efêmeros à memória, se tornavam velhas lembranças em contemplação... pessoas partidas sem despedida, cujos traços gritavam ao sinal do tempo irresistível. Que poderia eu fazer, além de sentar-me aqui e observar a beleza do tempo, tal qual uma hecatombe inevitável, dar forma lentamente à vista de quem se concentra aos eventos que são ditos ditados ao acaso? Arrepios do karma que recebe o que dá e retira do que toma... Velhos contos vêm à mente, das visitas aos simpáticos bonzos dalguns quarteirões de lá, dos que parecem ser contados por milênios pelos mesmos bonzos... venceram o tempo estes. Já eu, sofro do desalento de quem permite que o tempo derrube a juventude, encarcerada em devaneios cíclicos e desgostosos. Antes seguissem os padrões e convenções das etapas do desenvolvimento dum jovem... mas quem, aos 17 anos, sente-se velho, derrotado pelo tempo?
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domenica, giugno 18, 2006

almost like a flower on a high peak...

interventor

interessante essa palavra... fiz-me a evitar a batida expressão intervenção, que mais me parece mote de programa de reformas pela televisão do que algo realmente importante... a revolução individual é feita pelo indivíduo em si? É ele o interventor de si mesmo? torna-se importante a busca à compreensão daquele objeto que é a origem da revolução interna? julgo o sentido desenvolvido a partir do mero acaso como a necessidade de se compreender o processo em que os agentes afetam o sistema, sem a terminologia estupidamente estruturalista, e compreender a dimensão individual dos indivíduos que, em si, andam à história e causam a mudança em si... para afetar o intervindo

poucos momentos curtos e sufocantes, ou a necessidade de se marcar, numa história só, fatos a esmo, mas com grande significado a mim mesmo – o escritor –, os elementos-chave da percepção da ação do interventor...

a partir de quais palavras deveria começar?

afinal, pra quem é isso?

interventor

é pensar no sujeito como único capaz de alterar em si suas percepções e visão de mundo... essas, um amálgama de valores e desejos... o interventor, agente, é a própria arena da revolução... em sua história é objeto, ao alienar-se ao que atinge sua existência, piamente seguindo códigos e convenções... torna-se a matéria de idéias alheias e uma foto da História, instantâneo pobre em processo, preciso em detalhes momentâneos, em breve morto... em sua história é sujeito, ao centrar-se na busca de seu sentido em si, em desenlace à crítica do valor alheio, pressupondo, livre, seus limites, respostas e perguntas, para caminhar à História não como um quadro perfeito e consensual, mas em película dotada da contradição e do conflito, coerente consigo mesma, a partir do sentido que constrói de sua própria história, enquanto nessa está...

impossível é conceber qualquer um nato sujeito, mas decerto há uma predisposição dalguns ao desenrolar consciente de sua história... não há o indivíduo pleno sujeito, mas o que responde ciente de suas limitações ao devir... que nos atos constrói, instável em si, a contraditória consciência da limitação, que liberta ao abrir-lhe os olhos à sua condição de encarcerado... trespassa-se na compreensão de si... o “que sois vós” ao espelho lhe é questionamento inevitável... tantos é, mas todos são si... tantos que digladiam-se pelo poder de constituição última da personalidade, nunca definitiva... tantos que, sozinhos, sequer compreendem seus objetivos, à ameaça de aproximar-se daquilo que destitui da existência a vida e tornar o indivíduo um fragmento de si mesmo, e que, sob constante diálogo, vivem... em função do objetivo final da existência, determinada a cada um por si mesmo...

o interventor é também momento(s)... momento em que a existência se aproxima de vida, as contradições são compreendidas e o tempo se distorce, para comportar a explosão de idéias e valores assimiladas e replicadas sem compreensão objetiva, compreensão esta dificilmente atingida, e constantemente intimidada pelo caminho fácil, inferno no qual a reflexão é deposta para se submeter ignominiosamente a uma imposição sistemática dos valores e respostas que vulgariza o indivíduo à insignificância de si a si...mas que a partir da qual, tão individual e única que não se pode externá-la sem revogar sua essência, o indivíduo enxerga seu real escopo de ações e caminha consciente do tempo da ação, dispondo de meios de lutar contra a eterna sedução do caminho fácil...

obviamente que o mero momento não determina a ação, que frustra-se em mil razões adversas em vezes, a maioria tomada por sentimentos conservadores e contra-reformistas, mas aqui percebe-se o papel de agente de si mesmo do interventor, cuja predisposição ao comportamento que funde coerentemente idéia e ação permite o livre caminhar por sua história... um além-da-consciência que descoisifica a existência e humaniza o indivíduo...

a princípio, a percepção de que as condições materiais e sistêmicas restringem com grande eficácia os momentos interventores, ao decorar atrativamente o fácil caminho no qual a maioria absoluta prefere passar e abandonando os poucos desbravadores do longo caminho do auto-conhecimento ao ostracismo, torna qualquer indivíduo interventor um pessimista quanto ao seu caráter de agente de si mesmo e um triste observador consciente de sua história, neurastênico à constante agonia de sua inação consciente... entretanto, a medida em que o indivíduo compreende-se plural em si e completo apenas quando junto aos outros, a dimensão do coletivo, em anterior posse do destino do indivíduo, abre-lhe a oportunidade de atravessar caminho difícil com mais do que tépido apoio para encontrar-se em clara concordância com a ação individual interventora...

tal percepção do todo em si e do si no todo não se perde por completo em momento algum, independente de condições e contextos históricos... responde a diversas nomenclaturas, pressupostos e objetivos, mas mantém seu caráter de elemento fundamental para a constituição efetiva do momento/agente interventor...

...estas palavras, aqui escritas, introduzem uns relatos de jovens interventores que descobriram-se agentes em momentos atemporais, onde a linguagem não mais era capaz de ocorrer, quando presente a sensação em seu clímax, às aspirações por palavras e nem símbolos e sinais comportamentais podiam acompanha-los... orgasmos nirvânicos em construções magníficas de lógica e ética impecável... o tempo torna-se infinito e os relatos posteriores constituem especulações, dado que não houve qualquer registro de texto posterior ao interventor... até agora, ninguém optou pelo samsara...

venerdì, aprile 07, 2006

crônica[s][,][h]oras... francos e persas

Alheio ao mundo, corria dum caderno... sente o toque de suas folhas e não vê que as margens retiram-se a lhe conceder foro, por ora livre. Sem ordem nem direitos civis, largava-se a certa lírica cética, lânguida, composta em meio a quadros mentais passíveis de prognósticos misantrópicos e apáticos. Prostradas as mãos ao peso da pena, não mais cria no que suas campanhas conspícuas a respeito duma nova genialidade da retórica de papel, advinda de belas locuções ocorridas à pura sorte, tanto defenderam...

- Sarcástica diversão dos momentos em que a indignação torna-se mera indiferença, em que o esdrúxulo é remido à consciência e arquivado... estendo a expressão 'só pode ser piada' para, indeed, achar a graça da desgraça. Depois dum todo mês, sinto não ter escrito uma letra humana em toda vida. Assino com a beleza mais técnica da caligrafia um qualquer documento, pero no logro
ni escribir un pequeño haikku de mala calidad... Uma vez me disse-me a consciência que o simples contorno duma letra me faria nauseabundo, que não aprenderia a taquigrafia, o sombreamento de natureza morta, e sem perspectiva alguma de emancipação! E pude eu derramar uma lágrima? Nem ao cadáver decapitado de Thibaud-Piazzini, o pobre gato, cercado de melancolismo fatalista e supersticioso dum dono complexado! Que fizeram...(?)

Arbitrariamente não se pôde inclinar à náusea, apesar de sua escrita sarcástica atrair ambientes putrefatos. Via-se por vezes observando Marmeladov atormentar o jovem Ródia, e queria desenvolver sua própria tese para eximir-se da culpa do imoral pensamento; acabando seus copeques, era expulso da taberna antes mesmo de escutar as risadinhas alheias de russos pobres... (hm... algo a mais)

- Surdo, o esforço ao retorno torna-se mais fácil...
homens são fra[n]cos, e persas! A dupla traição, o extenso sono e os limites dos olhos aos olhares oblíquos são todos impulsos... distintos. Sinto-lhe saudade, pesada pena!

- Sinto-lhe o mesmo, querido - ousou responder-lhe.

- Chega! Preciso ir dormir...

lunedì, febbraio 27, 2006

sem meu capote, não fico nu

Tout ce qu’j’ai à dire de ce russe, après mes lectures, est: quelle mauviette! Je sais que y a des moments en vie où on ne peut rien en trouver – des choses qui nous aide à arrêter et vraiment fait attention à tout ce que se passe. D’abbord, j’ai cru que un des trois était mort, dû aux toujours dites merdes – c’était un équivoque, bien entendu. Maintenant, l'intense désir d'écrire, et de lire n'importe quoi , m'a touché. Malgré des commentaires qui peut encore m'ennuyer, j'suis sûr de certaines valoires...

Hm... dito, espero voltar aos textos - meio chamados de escritorias, à lírica quelque truc comme ça...


viejo haikku, cambiado

terias vertigem
se em toques à tua fronte
pudesse eu perder-me?


...bem talhadinho, sabores suspeitos não sustentariam-no como plena substituição de temas mais remotos... soa romântico, mas, honestly, sem alvo... hm

domenica, gennaio 29, 2006

uma bela diária...

Entre a semana um tanto atribulada e umas confissões jamais feitas, me vejo sentado em frente ao caderno, num acompanhamento de poucas boas saídas e muitas quedas a notas de Yardbird. Sórdido, sensual... sua virtude me ora atrapalha. Nunca sem motivo, com palavras já reformadas, tomo voltas as minhas próprias notas em concentração... bebop.

As entradas curtas ao que me seria chamado de diário pouco agradam pois nada dizem, como quero que o façam. Naturalmente minhas manias e inscontâncias tomadas em palavras pouco têm a dizer, e apenas tornam a maquiar meus pensamentos enquanto tento encontrar aquilo a dizer de real sentido. O todo não me mostra sua verdade em essência, que nada mais é que a constante tentativa de poetar prosaicamente... como os versos não pedem, como a rima é branda, como pontos finais são raros, mal passo dum poetinha de meia tigela, sem copos de acompanhamento ou luas iluminadas ao mar, mas de guias de calouro em volta de contas de telefone e revistas fascistas alheias a irritar o olhar. Volto um outro tanto, giros de radiantes agora desconhecidas, apenas para olhar aos pés, se a barriga não os cobre. O que seria meu espaço livre a divulgação aos mais ousados? E um concatenamento de impressões - masturbação pseudointelectual, autoanálise à esquizofrenia inconstante quase alheia, chorinho cosmopolita certamente baixo e grave -, expressões que muito mal querem dizer apenas algo a me calar. Minhas primeiras impressões sobre um certo teor, uma certa gradação literária - que seguiriam meus momentos de ócio eterno e hedonista - provaram-se enganados após um ano sem produção interessante. Datam de 2004 as primeiras escritorias que extasiavam-se-me o hábito de releituras, reedições. Quem lia o que eu escrevi não entende em absoluto, e em cada vez mais me sinto vir a um momento de morte de tudo que em literatura me interessava. Não gosto de letras dos ainda vivos, a pouquíssimas exceções, um tanto fugitivas quanto aos conceitos literários difundidos ao presente. Uns poucos romances notadamente europeus só experimentam idéias idiotas e pouco de significativo têm a dizer, outros reproduzem-se em presunção e impotência: impressionariam se menos quisessem escrever em seus manuais de ciência barata versados como roteiros de cinema. Expressada a raiva ao alheio, volto-me a uma auto-raiva.

Obviamente culpo-me a mim mesmo por fracassos literários constantes, ditas as histórias em estruturas formadas a serem preenchidas e nunca terminadas, e em momentos mais exaltados ordeno-me e outorgo-me algumas diretrizes. Por este espaço deveria tornar e tomar alguns projetos efetivos em vida literária minha. Uns poucos por quem muito prezo os sabem, mesmo que pouco. Merdas de romances encalhados e artigos semanais satíricos nem pensados!

Pensei em dividir os problemas da seguinte forma... escritorias, contemplações e retratos analíticos, com a hibridez tomando critérios nublados, por cada alias: pp, pp & pp. Um francês, um russo, outro italiano. Meus votos não são de muita confiança, dependerão de seus estados de espírito prosaico ao vernáculo ou rendidos ao estrangeirismo.

pyotr p. pétit parnell pietro parco

start eyes - bird

rs... uns dias desses me pude provar um tanto mais vivo, um tanto mais humano, um tanto mais homem - mesmo que sob conceitos subjetivos. um contato, as sensações de convivência social, o toque, o beijo de despedida nunca tomado... deveria ser mais ousado? humano como não sou, nem irracionalidade e lógica ousam levar meu passo. só respondo a coisas bobas, tropeço em incisivos, e gosto de cabelos curtos. debate a uma autocrítica ilógica e ultrapasso meus limites da imoral decência, hipócritas boas maneiras. de temps en temps, vejo algo de mais humano, que não hesitaria em responder desde que de início alheio... algumas provocações, limites dos olhos aos olhares oblíquos, cheiros franceses, e me acerto de que o tempo será de bom grado para os toques sutis dum costume com os limites do outro.

cool blues - bird

Notas mentais me trouxeram ânimo às aspirações revolucionárias, de certo tom romântico e utópico, e as idéias para um caderno crítico ao meu cotidiano, expresso em mídia de apoio, dum conselho de camaradas, tomam algumas formas... os primeiros testes de comexianas tomaram mais óbvias formas aqui - só não os pude agora começar por bloqueio voluntário...

"hm...rs... a boca, bella donna"


sabato, gennaio 14, 2006

shame on me, shame on me... shame on you, fuck!

rs... em momentos sem qualquer inspiração só posso cerrar mis ojos y empezar a escribir cualquier mierda que me saca la cabeza... e in an amazing or just bloody lame struggle i keep mowing my attempts on writing... não posso muitas vezes sequer pensar em uma palavra, letra... como se a simples e sheer sonoridade des mots me cansasse, envergonhasse ou quelque chose comme ça... os esboços sem planos são não raramente presentes - eternamente presentes, a correção duma culpa forçada - que não aparentam seguir aquilo por que teria de caráter fixo e essencial de minha constituição: uma racionalidade esmiuçada em planos eternos, projetos... mas a verdade é que não planejo mais... um momento de crise apenas me esmaga lentamente enquanto não o dou atenção mínima, to realize i'm slowly putting myself out... sonhos abarrotados, umas brigas pessoais não compreendidas, a constante luta por uma metafórica pureza em ambientes da mais pura sujeira - já me provara antes um tal monge zen-budista da Era Tokugawa que nascia a força que tinha aos que não se isolavam do mundo para encontrar o verdadeiro caminho... e quem sabe, por notas de minhas leituras, como um bodhisatva, não torná-la apenas sua... não menos que a admiração às suas palavras foi parte de um processo de auto-reflexão que contaminava-me não apenas com uma possível volonté, romantizada absolutamente, para empreitada dura frente ao caminho contaminado iluminado... haha... mas como minha volonté nunca passou de algumas semanas até me esquecer dos capítulos seguintes de um clássico folhetim japonês, sua sobrevida se deu por desvirtuamento de seu caráter... cego, inverti os valores - um Napoleão de Orwell... porco à alcunha ocidental - e o que era a expressão de meus defeitos e invirtudes, a sloth impregnada, torna-se fonte de momentos pensados cegamente como ambiente inerente a tal busca por iluminação... meu eterno samsara, visto por nirvana...

não há um muito que me ajude em momentos graves a perceber isso... o que me, evidentemente, abarca um episódio de crise... parfois, la donna motto bella... películas pensantes, livros de filosofia que não li e o desprendimento de algumas correntes orientais...

PS: não sei como ainda não me converti totalmente... só pode ser a eterna sloth...

lunedì, gennaio 02, 2006

plages, des filles, Sartre...

... i guess i once read it somewhere in a short run: place your deposit here
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as it could have been a moment of so sincere contemplation, i surely denied it all

hm... queria ter me escrito recomendações ao fim de ano... lembrara de tempos anteriores, praia, textos, literatura e inspiração... a garota européia, que ora me falava, pincelava provocações e me abraçava à melancolia por sentimento óbvio de afeto familiar. não a vejo há quite a long time... fato endêmico que sou culpado - me afastei, pra não sofrer eterno platonismo. e de minhas experiências passadas, que tenho? ...provavelmente memórias engraçadas do desjeito ocasional... uma que intenta meu colo, outra que me enterra sem saber. Desde "una chica gaba" de gestos incastos - haha... a cultura pudica cristã-ocidental... - a... hm, sorriso afetuoso das mais doces. anyhow... bizarros devaneios, não encaixam em meus moldes literários. "pierre et ses femmes"... hm... hahaha
a falta de coordenadas ao menos me impede de me arrepender seu não cumprimento, que certamente se daria... tantos livros, prazeres, massa diversa a desenvolver, e responder a elle...
...preciso de um espaço para um texto limpo, livre de interferências de meus critérios ditos artísticos, como se as letras fluíssem para a conjugação de alguns sons, não palavras... que minha construção lógica fizesse sentido algum até o momento em que a findo, em alusão antagônica ao estado de Roquentin de inverossimilhança e ausência na construção de idéias - então massas amorfas de conceitos sem palavras... aliás, ora sinto a Náusea, o estranhamento... o toque das coisas - só ainda não encontrei a solução à condenação da eterna liberdade...
NOTA: preciso criar um espaço para ser livre... nunca me senti tão preso... virtual liberdade maquiada; a poesia ficará fora das notas... preciso escrever para alguém, je sens