lunedì, luglio 24, 2006
domenica, giugno 18, 2006
almost like a flower on a high peak...
interventor
interessante essa palavra... fiz-me a evitar a batida expressão intervenção, que mais me parece mote de programa de reformas pela televisão do que algo realmente importante... a revolução individual é feita pelo indivíduo em si? É ele o interventor de si mesmo? torna-se importante a busca à compreensão daquele objeto que é a origem da revolução interna? julgo o sentido desenvolvido a partir do mero acaso como a necessidade de se compreender o processo em que os agentes afetam o sistema, sem a terminologia estupidamente estruturalista, e compreender a dimensão individual dos indivíduos que, em si, andam à história e causam a mudança em si... para afetar o intervindo
poucos momentos curtos e sufocantes, ou a necessidade de se marcar, numa história só, fatos a esmo, mas com grande significado a mim mesmo – o escritor –, os elementos-chave da percepção da ação do interventor...
a partir de quais palavras deveria começar?
afinal, pra quem é isso?
interventor
é pensar no sujeito como único capaz de alterar em si suas percepções e visão de mundo... essas, um amálgama de valores e desejos... o interventor, agente, é a própria arena da revolução... em sua história é objeto, ao alienar-se ao que atinge sua existência, piamente seguindo códigos e convenções... torna-se a matéria de idéias alheias e uma foto da História, instantâneo pobre em processo, preciso em detalhes momentâneos, em breve morto... em sua história é sujeito, ao centrar-se na busca de seu sentido em si, em desenlace à crítica do valor alheio, pressupondo, livre, seus limites, respostas e perguntas, para caminhar à História não como um quadro perfeito e consensual, mas em película dotada da contradição e do conflito, coerente consigo mesma, a partir do sentido que constrói de sua própria história, enquanto nessa está...
impossível é conceber qualquer um nato sujeito, mas decerto há uma predisposição dalguns ao desenrolar consciente de sua história... não há o indivíduo pleno sujeito, mas o que responde ciente de suas limitações ao devir... que nos atos constrói, instável em si, a contraditória consciência da limitação, que liberta ao abrir-lhe os olhos à sua condição de encarcerado... trespassa-se na compreensão de si... o “que sois vós” ao espelho lhe é questionamento inevitável... tantos é, mas todos são si... tantos que digladiam-se pelo poder de constituição última da personalidade, nunca definitiva... tantos que, sozinhos, sequer compreendem seus objetivos, à ameaça de aproximar-se daquilo que destitui da existência a vida e tornar o indivíduo um fragmento de si mesmo, e que, sob constante diálogo, vivem... em função do objetivo final da existência, determinada a cada um por si mesmo...
o interventor é também momento(s)... momento em que a existência se aproxima de vida, as contradições são compreendidas e o tempo se distorce, para comportar a explosão de idéias e valores assimiladas e replicadas sem compreensão objetiva, compreensão esta dificilmente atingida, e constantemente intimidada pelo caminho fácil, inferno no qual a reflexão é deposta para se submeter ignominiosamente a uma imposição sistemática dos valores e respostas que vulgariza o indivíduo à insignificância de si a si...mas que a partir da qual, tão individual e única que não se pode externá-la sem revogar sua essência, o indivíduo enxerga seu real escopo de ações e caminha consciente do tempo da ação, dispondo de meios de lutar contra a eterna sedução do caminho fácil...
obviamente que o mero momento não determina a ação, que frustra-se em mil razões adversas em vezes, a maioria tomada por sentimentos conservadores e contra-reformistas, mas aqui percebe-se o papel de agente de si mesmo do interventor, cuja predisposição ao comportamento que funde coerentemente idéia e ação permite o livre caminhar por sua história... um além-da-consciência que descoisifica a existência e humaniza o indivíduo...
a princípio, a percepção de que as condições materiais e sistêmicas restringem com grande eficácia os momentos interventores, ao decorar atrativamente o fácil caminho no qual a maioria absoluta prefere passar e abandonando os poucos desbravadores do longo caminho do auto-conhecimento ao ostracismo, torna qualquer indivíduo interventor um pessimista quanto ao seu caráter de agente de si mesmo e um triste observador consciente de sua história, neurastênico à constante agonia de sua inação consciente... entretanto, a medida em que o indivíduo compreende-se plural em si e completo apenas quando junto aos outros, a dimensão do coletivo, em anterior posse do destino do indivíduo, abre-lhe a oportunidade de atravessar caminho difícil com mais do que tépido apoio para encontrar-se em clara concordância com a ação individual interventora...
tal percepção do todo em si e do si no todo não se perde por completo em momento algum, independente de condições e contextos históricos... responde a diversas nomenclaturas, pressupostos e objetivos, mas mantém seu caráter de elemento fundamental para a constituição efetiva do momento/agente interventor...
...estas palavras, aqui escritas, introduzem uns relatos de jovens interventores que descobriram-se agentes em momentos atemporais, onde a linguagem não mais era capaz de ocorrer, quando presente a sensação em seu clímax, às aspirações por palavras e nem símbolos e sinais comportamentais podiam acompanha-los... orgasmos nirvânicos em construções magníficas de lógica e ética impecável... o tempo torna-se infinito e os relatos posteriores constituem especulações, dado que não houve qualquer registro de texto posterior ao interventor... até agora, ninguém optou pelo samsara...
venerdì, aprile 07, 2006
crônica[s][,][h]oras... francos e persas
- Sarcástica diversão dos momentos em que a indignação torna-se mera indiferença, em que o esdrúxulo é remido à consciência e arquivado... estendo a expressão 'só pode ser piada' para, indeed, achar a graça da desgraça. Depois dum todo mês, sinto não ter escrito uma letra humana em toda vida. Assino com a beleza mais técnica da caligrafia um qualquer documento, pero no logro ni escribir un pequeño haikku de mala calidad... Uma vez me disse-me a consciência que o simples contorno duma letra me faria nauseabundo, que não aprenderia a taquigrafia, o sombreamento de natureza morta, e sem perspectiva alguma de emancipação! E pude eu derramar uma lágrima? Nem ao cadáver decapitado de Thibaud-Piazzini, o pobre gato, cercado de melancolismo fatalista e supersticioso dum dono complexado! Que fizeram...(?)
Arbitrariamente não se pôde inclinar à náusea, apesar de sua escrita sarcástica atrair ambientes putrefatos. Via-se por vezes observando Marmeladov atormentar o jovem Ródia, e queria desenvolver sua própria tese para eximir-se da culpa do imoral pensamento; acabando seus copeques, era expulso da taberna antes mesmo de escutar as risadinhas alheias de russos pobres... (hm... algo a mais)
- Surdo, o esforço ao retorno torna-se mais fácil... homens são fra[n]cos, e persas! A dupla traição, o extenso sono e os limites dos olhos aos olhares oblíquos são todos impulsos... distintos. Sinto-lhe saudade, pesada pena!
- Sinto-lhe o mesmo, querido - ousou responder-lhe.
- Chega! Preciso ir dormir...
lunedì, febbraio 27, 2006
sem meu capote, não fico nu
Hm... dito, espero voltar aos textos - meio chamados de escritorias, à lírica quelque truc comme ça...
terias vertigem
se em toques à tua fronte
pudesse eu perder-me?
domenica, gennaio 29, 2006
uma bela diária...
Entre a semana um tanto atribulada e umas confissões jamais feitas, me vejo sentado em frente ao caderno, num acompanhamento de poucas boas saídas e muitas quedas a notas de Yardbird. Sórdido, sensual... sua virtude me ora atrapalha. Nunca sem motivo, com palavras já reformadas, tomo voltas as minhas próprias notas em concentração... bebop.
As entradas curtas ao que me seria chamado de diário pouco agradam pois nada dizem, como quero que o façam. Naturalmente minhas manias e inscontâncias tomadas em palavras pouco têm a dizer, e apenas tornam a maquiar meus pensamentos enquanto tento encontrar aquilo a dizer de real sentido. O todo não me mostra sua verdade em essência, que nada mais é que a constante tentativa de poetar prosaicamente... como os versos não pedem, como a rima é branda, como pontos finais são raros, mal passo dum poetinha de meia tigela, sem copos de acompanhamento ou luas iluminadas ao mar, mas de guias de calouro em volta de contas de telefone e revistas fascistas alheias a irritar o olhar. Volto um outro tanto, giros de radiantes agora desconhecidas, apenas para olhar aos pés, se a barriga não os cobre. O que seria meu espaço livre a divulgação aos mais ousados? E um concatenamento de impressões - masturbação pseudointelectual, autoanálise à esquizofrenia inconstante quase alheia, chorinho cosmopolita certamente baixo e grave -, expressões que muito mal querem dizer apenas algo a me calar. Minhas primeiras impressões sobre um certo teor, uma certa gradação literária - que seguiriam meus momentos de ócio eterno e hedonista - provaram-se enganados após um ano sem produção interessante. Datam de 2004 as primeiras escritorias que extasiavam-se-me o hábito de releituras, reedições. Quem lia o que eu escrevi não entende em absoluto, e em cada vez mais me sinto vir a um momento de morte de tudo que em literatura me interessava. Não gosto de letras dos ainda vivos, a pouquíssimas exceções, um tanto fugitivas quanto aos conceitos literários difundidos ao presente. Uns poucos romances notadamente europeus só experimentam idéias idiotas e pouco de significativo têm a dizer, outros reproduzem-se em presunção e impotência: impressionariam se menos quisessem escrever em seus manuais de ciência barata versados como roteiros de cinema. Expressada a raiva ao alheio, volto-me a uma auto-raiva.
Obviamente culpo-me a mim mesmo por fracassos literários constantes, ditas as histórias em estruturas formadas a serem preenchidas e nunca terminadas, e em momentos mais exaltados ordeno-me e outorgo-me algumas diretrizes. Por este espaço deveria tornar e tomar alguns projetos efetivos em vida literária minha. Uns poucos por quem muito prezo os sabem, mesmo que pouco. Merdas de romances encalhados e artigos semanais satíricos nem pensados!
Pensei em dividir os problemas da seguinte forma... escritorias, contemplações e retratos analíticos, com a hibridez tomando critérios nublados, por cada alias: pp, pp & pp. Um francês, um russo, outro italiano. Meus votos não são de muita confiança, dependerão de seus estados de espírito prosaico ao vernáculo ou rendidos ao estrangeirismo.
start eyes - bird
rs... uns dias desses me pude provar um tanto mais vivo, um tanto mais humano, um tanto mais homem - mesmo que sob conceitos subjetivos. um contato, as sensações de convivência social, o toque, o beijo de despedida nunca tomado... deveria ser mais ousado? humano como não sou, nem irracionalidade e lógica ousam levar meu passo. só respondo a coisas bobas, tropeço em incisivos, e gosto de cabelos curtos. debate a uma autocrítica ilógica e ultrapasso meus limites da imoral decência, hipócritas boas maneiras. de temps en temps, vejo algo de mais humano, que não hesitaria em responder desde que de início alheio... algumas provocações, limites dos olhos aos olhares oblíquos, cheiros franceses, e me acerto de que o tempo será de bom grado para os toques sutis dum costume com os limites do outro.
cool blues - bird
Notas mentais me trouxeram ânimo às aspirações revolucionárias, de certo tom romântico e utópico, e as idéias para um caderno crítico ao meu cotidiano, expresso em mídia de apoio, dum conselho de camaradas, tomam algumas formas... os primeiros testes de comexianas tomaram mais óbvias formas aqui - só não os pude agora começar por bloqueio voluntário...
"hm...rs... a boca, bella donna"
sabato, gennaio 14, 2006
shame on me, shame on me... shame on you, fuck!
não há um muito que me ajude em momentos graves a perceber isso... o que me, evidentemente, abarca um episódio de crise... parfois, la donna motto bella... películas pensantes, livros de filosofia que não li e o desprendimento de algumas correntes orientais...
PS: não sei como ainda não me converti totalmente... só pode ser a eterna sloth...

